sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Já falam em PAZ e segurança?




Quando Deus estivesse prestes a intervir na humanidade, os LÍDERES mundiais estariam afirmando que, dali para a frente, conseguiriam “PAZ e segurança”.
Ao mesmo tempo, os homens “estariam DESTRUINDO a terra”, como diz Apocalipse 11:17,18.

Assim, se estivéssemos MESMO vivendo nos "últimos dias", ou no tempo da "volta de Cristo", as nações estariam se empenhando pela PAZ, mas seus cidadãos estariam colocando em risco a sobrevivência da Terra, por seus ABUSOS e crimes à humanidade e ao meio ambiente.

Assembleia Geral da ONU, onde os líderes das nações falam ao mundo

Portanto, seriam DOIS pontos decisivos, que não deixariam dúvidas, no sentido de que o JULGAMENTO de Deus estaria próximo:

- Um deles seria o "clamor de paz" que as nações fariam.
Depois de séculos de inimizades, parariam com as guerras declaradas. Fariam vários acordos de ajuda mútua e procurariam um jeito de uma maior cooperação entre elas. As nações estariam se empenhando para dar melhores condições de vida para os povos. Estariam se esforçando para diminuir as desigualdades sociais e se empenhando por "paz e segurança".
- E o outro seria a "destruição do planeta", por meio de seus crimes e abusos contra o meio ambiente, como pelas POLUIÇÕES, desmatamentos, aquecimentos, etc.

"Por coincidência", as duas coisas já estão ocorrendo em nosso tempo.
No século 20, especialmente depois das DUAS Guerras Mundiais, e no começo do século 21, as nações se mostraram MAIS “empenhadas pela PAZ”.

Neste século 21, declararam a “década da Paz”, de 2001 a 2010, e começaram a falar em “reduzir a fome no mundo”.
Começaram a pensar, também, em "perdoar a dívida dos países pobres".
Começaram a usar os grandes eventos esportivos, que são assistidos por milhões de pessoas, como "Copas de futebol, Olimpíadas, Jogos Continentais, Campeonatos nacionais e internacionais, etc.", como um chamamento para que TODOS pratiquem a paz.
E assim por diante.

É normal que se veja, nas aberturas e durante esses espetáculos, faixas em louvor à paz.
Além disso, usaram as "Copas Mundiais de Futebol" para a RECONCILIAÇÃO dos povos.
Em 2002 realizaram, pela primeira vez, a Copa na Ásia, em dois países, tentando reconciliar a Coréia e o Japão.
Em 2006, a realizaram na Alemanha, para reaproximar o povo alemão. Pela primeira vez, depois que haviam se separado, os alemães torceram para um único time nacional.
Em 2010, a REALIZARAM na África do Sul, tentando reconciliar os brancos com os negros, que a assistiram juntos, pela primeira vez.

Em 2014, a realizaram no Brasil e, em 2018, a realizarão na RÚSSIA, mas sempre incentivando o “fair play” e “louvando a PAZ” entre o mundo.

Em 1989/90, a Alemanha se uniu novamente.
Em 1991, a "guerra fria" entre os EUA e a antiga URSS, que era a pior ameaça, ACABOU!
A Europa tentou fazer uma União Europeia com mais de 25 países, com a “mesma moeda”, livre trânsito e sem barreiras fiscais entre eles. Tudo visando à PAZ e ao bem-estar de seus cidadãos.
Muitas “guerrilhas” terminaram.

A mais TEMIDA, que foi a do EI (ou a do Estado Islâmico), que havia começado em 2014, ACABOU quase que totalmente em 2017.
Tudo em prol da paz entre os povos.
A preocupação maior das nações, agora, em 2017, é com Israel e os Palestinos e com a Síria e a Coreia do Norte.
PARECE que a Síria já está se resolvendo e o Irã está parcialmente resolvido.

O mais difícil é o caso da Coreia do Norte.
Contudo, pelo que a Bíblia diz, também eles e outros conflitos pelo mundo chegarão a um acordo, mesmo que não seja 100% para as partes.
Não importa de que jeito resolverão tais problemas, seja com diplomacia seja com intervenção militar.
Não importa, também, que, para resolvê-los, as nações continuem cometendo abusos ou não.
Mas o importante é que, de um jeito ou de outro, as nações teriam uma sensação de terem superado os seus problemas principais e que, por causa disso, dali para frente, IMAGINARIAM que poderiam viver em segurança.

No entanto, mesmo quando essa "sensação de paz" se concretizar e que isso faça com que os povos vivam em relativa harmonia, os problemas dos homens CONTINUARÃO, pois são causados pelas suas falhas humanas, como o egoísmo, a ganância, o desamor, a violência, a desobediência e o desrespeito aos pais e a Deus, a crueldade, o orgulho, a prepotência, a imoralidade, etc.

E são esses defeitos que CAUSAM as guerras, os crimes, as brigas, a pobreza, a fome, as desigualdades, os ABUSOS, o preconceito, as injustiças, os desentendimentos entre as nações, a separação das famílias, etc. (Tiago 4:1-3).

Assim, por si sós, os seres humanos NUNCA ficarão livres das suas dificuldades, de um modo definitivo, pois por mais tecnologia e recursos financeiros que adquiram, suas características humanas continuarão.
E essas características prosseguirão dando origem aos problemas que a humanidade sempre teve.

Até agora, na melhor das hipóteses, suas ações e tecnologias, em todos os campos, geralmente têm dado "um passo para frente e outro para trás", ou seja, quando melhoram uma parte, acabam estragando a outra.
Não é à toa que a Bíblia diz: "Não é do homem dirigir o seu passo" (Jeremias 10:23) e que “homem tem dominado outro homem para o seu PREJUÍZO” (Eclesiastes 8:9)..

Dessa forma, pela impossibilidade do ser humano resolver os seus problemas, sozinho, a solução definitiva só poderia vir de um nível superior.
Só poderia vir de alguém que NÃO tivesse tais "falhas humanas".
Esse alguém só poderia ser Deus, o Rei e Pai, que colocaria o Seu Filho, o Príncipe (Isaías 9:6.7), para governar a Terra (Veja o "post" Reino de Cristo)

Embora não conseguissem resolver as suas dificuldades, porém, um pouco ANTES de Deus intervir, as nações estariam "falando muito em paz" e se empenhando por ela.

Como já adiantado acima, a Bíblia parece mostrar que chegariam a um ponto que lhes permitisse ter uma IMPRESSÃO ou uma maior sensação de terem conseguido, mesmo, uma era mais pacífica.
Se sentiriam mais seguros.
Poderiam afirmar que, dali para a frente, haveria "paz e segurança" (1 Tessalonicenses 5:1-3).

Porém seria uma sensação enganosa de paz, mas se sentiriam mais seguros, principalmente pela eliminação das guerras declaradas e por uma maior colaboração entre elas, em todos os campos.

Parece que isso já está ocorrendo, ou começando a ocorrer, em nossos dias (depois das duas Guerras Mundiais do século 20 até o século 21, em 2017).

A Rússia será um perigo?

Em 7 (sete) de agosto de 2008, houve um novo conflito militar.
A Geórgia, aliada dos EUA, quis retomar o controle da Ossétia do Sul, que tinha se declarado independente na última década do século 20, e invadiu-a.

Os seus vizinhos russos NÃO gostaram e expulsaram os georgianos de lá.
Apoiaram os separatistas e estacionaram suas tropas na província, para "proteger" os ossétios (e os abkhazes).

Antes disso, em fevereiro de 2008, o que era a província de Kosovo, apoiada pelos EUA e pela Europa, declarou a sua independência da Sérvia (que é aliada da Rússia).
Portanto, os EUA e a Europa apoiaram os separatistas de Kosovo e os russos não gostaram.
Meses depois, a Rússia apoiou os separatistas na Geórgia e os EUA e a Europa NÃO gostaram.

Depois disso e até 2017, ainda há algumas questões, como a da Ucrânia.
PORÉM, as potências e seus aliados NÃO entraram em guerra, em nenhum desses casos.

Portanto, ainda que surjam novos episódios desse tipo, ou novos "empurrões" entre as potências, em outros lugares, parece que a possibilidade de uma GUERRA global está descartada.
Nem um lado nem outro querem mais isso.
EUA e Rússia têm, até, um acordo para REDUZIR os seus estoques de armas nucleares, que sempre procuram RENOVAR.
É claro que "acordos e tratados" quase "não valem nada" para as potências e que "essas reduções de armas" são enganosas.
Às vezes, eliminam o que já está obsoleto, mas recompõem os seus arsenais com maior qualidade. Assim, embora fiquem com um número MENOR de armas, na realidade ficam com uma capacidade MAIOR de destruição.
Mas a mentalidade é outra.
Diferenças à parte, parece que dificilmente haverá NOVA guerra global.

Muitos pensam, por exemplo, que a Rússia lideraria outras nações num ataque ao novo Estado de Israel, mas parece que NÃO é isso o que a Bíblia diz (Veja o "post" sobre GOGUE)

Na realidade, as nações já estão com os seus interesses consolidados e procurarão preservá-los, se empenhando cada vez mais pela paz.

Por outro lado, em fevereiro de 2007, a ONU divulgou o IPCC, um relatório a respeito do aquecimento global, feito por 2.500 cientistas. Tais autoridades disseram que, se continuar nesse ritmo, "... o mundo poderá ACABAR, dentro de poucas décadas, pois os homens estão colocando em risco a sobrevivência do planeta".
Portanto, os homens já estão destruindo a terra com os seus ABUSOS, como poluições, ganância, desmatamentos, etc.
Parece que TUDO se encaixa.
Tanto o que os cientistas dizem como o que a Bíblia diz.

Resumindo, os cientistas dizem que os homens já destruíram bastante o planeta e que, se continuar nesse ritmo, logo acabarão com ele, por completo.
Ao mesmo tempo, parece que as nações estão se empenhando por “paz e segurança”.

Já a Bíblia mostra que ANTES dos homens “destruírem a Terra”, por completo, Deus agiria e que isso aconteceria quando as nações estivessem se empenhando por “paz e segurança” (Apocalipse 11:18 - 1 Tessalonicenses 5:1-3).
O fato é que Deus NÃO deixará que os homens acabem com o planeta.
Antes que o destruam, Ele agirá.

Como já o estão destruindo em larga escala, Deus também já estaria prestes a agir.

Não é preciso ser especialista para se ver que a humanidade tem um PADRÃO de comportamento. Por ter se comportado de um jeito, nos séculos anteriores, continuará a se comportar desse mesmo jeito no século presente.
E esse padrão de comportamento não tem sido muito bom.
Tanto não tem sido muito bom que a própria Bíblia diz que (por causa dele) "não é do homem dirigir o seu passo" (Jeremias 10:23) e que “homem tem dominado outro homem para o seu PREJUÍZO” (Eclesiastes 8:9).

Assim, se os homens já estão, mesmo, "destruindo a terra", continuarão destruindo-a.
Poderão tomar algumas medidas atenuantes.
Poderão falar isso e aquilo.
Mas continuarão destruindo-a.

SE chegaram à conclusão de que, para sobreviverem a um bom termo, deverão se "empenhar" por MAIS paz e MENOS guerras, oferecendo melhores condições de vida aos seus cidadãos, continuarão se empenhando por isso, embora nunca consigam uma "paz e segurança" verdadeira, por causa das suas falhas pessoais humanas, que nunca conseguirão eliminar, por seus próprios meios.

Paz geral - judeus e palestinos

Quanto à impressão de uma paz geral, sem guerras declaradas, só será possível depois de resolverem o conflito entre árabes e israelenses.
Praticamente, eles estão guerreando desde que o novo Estado de Israel foi fundado, em 1948.
Às vezes, guerreiam de modo declarado, como nos anos 1967, 1973, invasão do Líbano, etc.
Outras vezes, guerreiam com atos isolados, como as "intifadas (ou guerra das pedradas)", atentados, etc.
É evidente que, do jeito que está, sempre parecendo um "barril de pólvora prestes a explodir", a humanidade NUNCA se sentirá segura.
Os judeus e palestinos já fizeram VÁRIAS reuniões para discutir a PAZ entre eles.
É difícil, pois há muitos interesses envolvidos.

Israel ainda PENSA que aquelas terras lhes foram dadas por Deus. Na realidade, elas lhes foram dadas, sim, MAS de Moisés a Jesus. Depois, como NÃO fizeram uma boa representação de Deus, assim como Ele lhes deu, as TOMOU também.

O próprio Jesus disse-lhes que isso iria acontecer, que "o REINO", ou aquela representação de Deus que haviam feito, "lhes seria TIRADO e dado a outros", conforme visto em Mateus 21:41-43.

Mas o problema maior é que os judeus parecem ter DIFICULDADES para "entender as Escrituras" (Atos 8:30,31 - 2 Timóteo 3:16), pois NÃO as entenderam na primeira vinda de Jesus (João 7:45-52 - Mateus 4:12-16 - Mateus 13:13-15) e continuam NÃO as entendendo em nossos dias, que poderiam ser o tempo da VOLTA dele (Mateus 24:3-14,29-31).

Eles parecem se achar o “máximo”, por serem “filhos CARNAIS de Abraão”.
Realmente, eles são filhos de Abraão na carne (por meio de Isaque).
MAS os árabes (inclusive os “palestinos”) também são, por meio de Ismael (filho de Agar) e dos filhos de Quetura (última mulher de Abraão, depois da morte de Sara).

Contudo, depois de Jesus, a descendência carnal NÃO teria mais valor nenhum.
O próprio João Batista lhes disse que Deus, SE quisesse, “poderia tirar filhos de Abraão até de PEDRAS” (Mateus 3:9).
Além disso, como Jesus falou, “SE fossem filhos de Abraão, teriam de AGIR de um modo correto, como ele havia agido, ou teriam de se mostrar dignos, fazendo a obra que Abraão havia feito” (João 8:33-45).
Portanto, Jesus lhes mostrava que tinham um entendimento ERRADO das Escrituras, pois NÃO conseguiam identificá-lo por meio delas (João 5:39), visto que tinham um modo de adoração ERRADO.

Mesmo assim, por causa de suas interpretações erradas que têm, eles AINDA se julgam representantes de Deus.
Todavia, na atualidade, os judeus NÃO são mais, EXCLUSIVAMENTE, "o povo de Deus".
Os israelitas (ou israelenses) estão no MESMO nível de outras nações.
Não são nem PIORES nem MELHORES do que os outros.
Como todos os demais, eles poderão ser aprovados ou NÃO por Deus, sem distinção nenhuma entre suas origens.

O novo "povo de Deus" bíblico sairia de "TODAS as nações" (Atos 10:34,35 e 15:14) e seria formado por judeus e NÃO judeus.
Isaías 2:1-4 diz que esse “povo de Deus” seria bem diferente, pois “NÃO faria mais a guerra”.
Como “herdeiros da nova terra” (2 Pedro 3:13), teriam de ser muito PACÍFICOS, ou mansos. (Mateus 5:5)
Parece que isso confirma que o NOVO “povo de Deus” NÃO seria somente os judeus, pois eles CONTINUAM fazendo as suas GUERRAS carnais.
Se fazem a guerra, NÃO são do “povo de Deus” (João 13:34,35 – 2 Coríntios 10:3-6).

O próprio apóstolo Paulo (Gálatas 1:1), que era judeu e entendia e seguia a Lei de Moisés corretamente (Filipenses 3:4-7), ANTES de se tornar cristão, falou que, depois de Jesus, NÃO haveria superioridade do judeu sobre ninguém, tendo em vista que TODOS os que acreditassem no sacrifício dele, seriam considerados por Deus como “descendentes de Abraão” (Gálatas 3:28,29).
Não haveria DIFERENÇA nenhuma entre “um judeu e um grego” (ou entre um judeu e alguém de qualquer outra nação).

Portanto, NINGUÉM precisaria ser da nação de Israel, ou ser um judeu natural, para ser considerado "descendente de Abraão".
SE acreditassem no sacrifício de Jesus (Mateus 20:28 e 1 Timóteo 2:5,6 – Romanos 5:12-19), TODOS os povos poderiam ser considerados como "filhos carnais de Abraão", pois todos “adorariam Deus com espírito e verdade” (João 4:23,24 – Mateus 22:36-40), por adquirirem CONHECIMENTO de Deus e de Seu Filho (João 17:3,17).


Assim, parece que aquelas terras NÃO pertencem mais a Israel (não pela Bíblia).
Deixaram de pertencer-lhes, quando os romanos os EXPULSARAM de lá, na Segunda Revolta Judaica, nos anos 130. Os romanos até tentaram APAGAR a memória dos judeus por lá, pois chamaram aquelas terras de “Palestina”, que vem de “Filístia” e quer dizer “terra dos filisteus”.

Dessa forma, por lá NÃO seria mais a “terra dos judeus”, MAS sim a “terra dos filisteus”, que foi um povo antigo que viveu na região de Gaza e sempre esteve em briga com Israel.

De qualquer modo, os americanos queriam a paz entre judeus e palestinos até a saída do presidente americano George Bush (filho), que saiu em 2008.
No lugar dele, em 2009, entrou Barack Obama, o primeiro presidente negro dos EUA.
TODOS esperam dele grandes reformas, em todos os campos.
Óbvio que ele NÃO conseguirá acertar tudo, pois sairá em 2016.
MAS ele está se empenhando.

Ele terminou a ocupação do Iraque, está saindo do Afeganistão e acertou o ACORDO nuclear com o Irã (o que ajudará, também, a combater o EI, que é aquele grupo terrorista recente do Estado Islâmico. De fato, o EI foi quase que totalmente derrotado no final de 2017).
Obama já disse ser favorável à formação de um Estado palestino.

Veja, no link abaixo, o discurso que Obama fez na ONU, em 2009:

http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2009/09/090923_obamadiscursoonu_ac

Ele fala, com todas as letras, que os EUA se empenharão em dar “PAZ e segurança” ao mundo.
Isso mostra que os NOVOS Presidentes americanos, depois dele, CONTINUARÃO se empenhando pela “Paz e segurança”, como Bush (pai) e Obama se empenharam, e que os governantes mundiais, liderados pelos EUA, já estão falando em “paz e segurança”.

Depois de Obama, entrou Donald Trump, em 2017.
Ele tem umas atitudes impulsivas e, às vezes, PARECE sair dos padrões normais (já andou na “contramão das nações”, quando ABANDONOU o “acordo sobre o clima em Paris” e quando reconheceu Jerusalém como “a capital de Israel”, neste mês de dezembro de 2017).
Talvez ele NÃO repita os discursos que Bush (pai) e Obama fizeram.
Mas fica evidente que os GOVERNOS estão começando a se "conscientizar" sobre a vida no planeta e estão se decidindo por um outro modo de agir, que dê maior tranquilidade à humanidade em geral.

Quer Trump trabalhe "pela PAZ" ou não, com ele ou com um NOVO presidente, os líderes mundiais continuarão falando que, em breve, conseguirão viver em "paz e segurança".

Na certa esses dois pontos, da "destruição da terra" e da "paz mundial", que passa pelo Oriente Médio, serão problemas OBRIGATÓRIOS, nos quais as nações deverão se empenhar para resolvê-los satisfatoriamente.
Com tais esforços na busca de uma solução e com novas conquistas sociais e tecnológicas, as nações parecem se aproximar, cada vez mais, daquela situação que a Bíblia mostra.

Parecem se aproximar daquele ponto no qual se sentirão mais SEGURAS, ao ponto de poderem afirmar:
"Há paz e segurança!" (1 Tessalonicenses 5:1-3).
As Escrituras mostram que, quando estivessem afirmando isso, seria o sinal de que Deus iria agir em seguida.

Esses fatos são muito COINCIDENTES com o que tem acontecido do século 20 para cá (Mateus 24:3-14,29-31).
Todos eles reunidos parecem mostrar que a humanidade está, mesmo, na sua época final, ou nos dias da “volta de Cristo” (Marcos 13:32).

Mas apesar dessas ocorrências serem visíveis a todos (Mateus 24:27), em toda a Terra, a pessoa de Jesus NÃO seria vista (João 14:19), quando voltasse (Veja o "post" CRISTO já voltou)
Mesmo porque, se iriam vê-lo, NÃO precisariam ter lhe pedido aquele "sinal de quando voltasse" (Mateus 24:3).

Por outro lado, assim como aconteceu no passado, mesmo que a sua volta fosse em corpo visível, a maioria das pessoas NÃO perceberiam o tempo de sua chegada (Mateus 13:14,15).
Tanto não perceberiam o tempo da volta dele que muitos fariam "gozações" a esse respeito.
Esse detalhe já foi citado mais acima, mas é bom repeti-lo novamente, pois é importante.

Os gozadores diriam, então, em tom desafiador:
"Onde está a prometida vinda dele? Tudo está IGUAL a como era antes." (2 Pedro 3:3,4).

Isso deixa bem claro que, no seu retorno, haveria muita PREGAÇÃO a respeito da "volta de Cristo e do fim do mundo" (Mateus 24:3,14), pois os gozadores estariam sempre perguntando: "Onde está a prometida vinda dele?"
Mas as pessoas NÃO enxergariam nada.
NÃO veriam Cristo nenhum de volta à Terra.

Jesus havia dito que os seus próprios discípulos "desejariam VER um dos dias do Filho do Homem (ou do Cristo retornado) e não o veriam" (Lucas 17:22) e que, quando ele viesse, "quase não acharia quem tivesse FÉ na volta dele" (Lucas 18:8).
Apesar dessa falta de fé, toda a humanidade seria avisada (Mateus 24:14).

No entanto, quando fossem AVISADOS de que Jesus estaria de volta e NÃO vissem Cristo nenhum em pessoa física, fariam gozações.
Achariam que, apesar de haver muita pregação a respeito, "tudo estaria IGUAL a como era antes" (2 Pedro 3:3,4), ou tudo estaria como sempre tinha sido, sem novidade ou sem volta de Cristo nenhuma.




Crédito da foto: Postagens da Internet


domingo, 3 de dezembro de 2017

CRONOLOGIA



Tempo de Adão até o Dilúvio de Noé - 1.656 anos:

Aos 130 anos, Adão gerou Sete (Shet), que aos 105 gerou Enos (Enosh), que aos 90 gerou Quenã (Qenan), que aos 70 gerou Malalel (Mahalalel), que aos 65 gerou Jarede (Iéred), que aos 162 gerou Enoque (Henoc), que aos 65 gerou Metusalém (Metushálah), que aos 187 gerou Lameque (Lémek), que aos 182 gerou NOÉ.
Aos 600 anos da vida de Noé, começou o Dilúvio (Gênesis 5:3-31 e 7:6).
Somando-se tudo isso, chega-se àquele total de 1.656 anos, na décima geração após Adão.

Registros contados "de pai para filho", de Adão até Moisés. 

Por exemplo, para saber das coisas de ADÃO até os seus dias, Moisés contaria com essas ligações:
Adão conviveu 243 anos com Metusalém.
Metusalém conviveu 98 anos com Sem, que era seu bisneto, antes do Dilúvio.
Depois disso, Sem conviveu mais 350 anos com Noé, além de conviver com Abraão por 150 anos e com Isaque por 50 anos.
Isaque conviveu com o seu neto Levi por 33 anos.
Levi conviveu com o seu neto Anrão por 69 anos.
Anrão foi o pai de Moisés. Anrão viveu por 20 anos no tempo de Moisés.

Portanto, para Moisés se ligar a Adão, bastaria consultar os seus pais, que conviveram com Levi, que convivera com Isaque, que convivera com Sem, que convivera com Metusalém, que convivera com Adão.

Além disso, já existiam registros ESCRITOS naquela época.
Isso fica bem claro em Números 21:14, quando Moisés cita o “livro das guerras de JHVH”.
Em Gênesis 14, há o relato de uma guerra na região de Sodoma e Gomorra, na qual Abraão libertara o seu sobrinho Lot.
Essa guerra ocorrera cerca de 460 anos antes de Moisés escrever o livro de Números.
Talvez o registro desse fato se encontrasse naquele “livro das Guerras” citado.

Embora tivesse se passado muito tempo entre Abraão e Moisés, os registros eram mantidos, como se pode ver mais tarde no tempo do Rei Davi.
Nesse tempo, logo após a morte de Saul (ou em 1077 AEC), ele cita o “livro do Reto” (na Almeida) ou “livro do Justo” (na TEB) ou “livro de Jasar” (na TNM), que além de conter poemas contava coisas acontecidas nos dias de Josué, que vivera em 1467 AEC, cerca de 390 anos antes da morte de Saul (II Samuel 1:17,18 e Josué 10:13).

Do Dilúvio até o nascimento de Abraão: 

Conforme visto acima, de Adão até o Dilúvio passaram-se 1.656 anos e do Dilúvio até o nascimento de Abrão, passaram-se 352 (trezentos e cinqüenta e dois) anos.
Assim, Abrão nasceu no ANO 2008 (dois mil e oito) depois de Adão (1.656 + 352) ou em 2008 AM (Ano do Mundo).
SEM gerou Arpachade, 2 anos depois do Dilúvio; Arpachade aos 35 gerou Selá que aos 30 gerou Éber; que aos 34 gerou Pelegue, que aos 30 gerou Reú, que aos 32 gerou Serugue, que aos 30 gerou Naor, que aos 29 gerou Terá, que aos 130 gerou ABRÃO.
Somando-se tudo, chega-se aos 352 anos. (Gênesis 11:10-24 – Almeida, revista e corrigida)

Alguns confundem esse total, pois Gênesis 11:26 diz que “Terá viveu setenta anos e gerou Abrão, Naor e Harã.”, dando a impressão que Abrão nascera em primeiro.
Porém, embora ele esteja alistado no início, não era o mais velho, em idade.
No propósito divino, a sua importância foi maior e talvez por isso tenha sido mencionado em primeiro lugar.
No entanto, fica claro que Terá morreu em Harã, aos 205 anos, e que Abrão tinha 75 anos quando isso aconteceu. Portanto, Abrão foi gerado quando o seu pai, Terá, tinha 130 anos (205 menos 75) e NÃO quando tinha “setenta anos”. (Gênesis 11:32 e 12:4 - Atos 7:4).

A relação entre essas datas, de AM (Ano do Mundo) para AEC (Antes da Era Comum ou Antes da Era Cristã), é a seguinte:

# De Adão até o Dilúvio = 1656 AM ou 2370 AEC;
# De Adão até o nascimento de Abrão = 2008 AM ou 2018 AEC.

A soma desses períodos (AM + AEC), em cada linha, nos dá um TOTAL de 4.026 (quatro mil e vinte e seis) anos, da Era Comum (ou Era Cristã) até o primeiro homem.

MAS os judeus têm outra cronologia.
Para eles, Adão foi CRIADO em 3761 AEC (o que dá uma diferença de 265 anos “a menos”,  para a cronologia citada no parágrafo anterior).

PORÉM, o “ponto” crucial dessa contagem é o ano do NASCIMENTO de Abrão.
Uma cronologia judaica (abaixo) diz que Abrão nasceu em 1948 AM (ou 1948 anos depois de Adão), porque parece CONFUNDIR o texto de Gênesis 11:26, onde diz que Terá gerou os seus filhos com “70 anos”, dando a impressão de que Abrão foi o primeiro filho.
Na entanto, como visto acima, Abrão NÃO foi o primeiro filho e Terá o gerou, QUANDO tinha 130 anos e não quando tinha “setenta anos”.
Portanto, essa diferença, de “60 anos”, já aparece no texto de Gênesis 11:26 (130 - 70 = 60).
Assim, os judeus contam “60 anos” a MENOS somente nessa parte, mas fazem outras contagens diferentes também, em outras partes.
Na realidade, Abraão NASCEU em 2008 AM, ou em 1948 + 60 = 2008 (depois de Adão).

Ano do Mundo (AM)
Evento
Ano AEC
1948
Nasce Abraão (Avram)
1813
1958
Nasce Sarai (Yiska)
1803

Parte de uma tabela judaica, que mostra o ano do nascimento de Abrão

Por isso, a cronologia judaica geralmente “NÃO bate” com esta, que situa Adão em 4026 AEC. 
Essa cronologia judaica (acima) acha que Abraão NASCEU em 1813 AEC, por exemplo.
Começando pelo “primeiro ano do mundo”, ou 1 AM, ou começando por Adão em 3761, eles subtraem 1948 (que pensam ser o ano do nascimento de Abrão), o que leva ao ano de 1813 AEC (3761 – 1948 = 1813).
No entanto, começando pelo “primeiro ano do mundo”, ou 1 AM, ou começando por Adão em 4026, e subtraindo 2008 (que é o ANO do nascimento de Abrão), levaria ao ano de 2018 AEC (4026 - 2008 = 2018).

Com estas últimas datas, pode-se posicionar, no tempo, quando ocorreram alguns dos FATOS principais da Bíblia, desde Abrão até os reis, etc.
Por exemplo, vemos que se Abrão saiu de Harã aos 75 anos, assim que o seu pai morreu, a sua partida se deu no ano de 1943 AEC (2018 menos 75).
Nesse ano, então, quando cruzou o Rio Eufrates e se dirigiu a Canaã, provavelmente deu início ao “pacto abraâmico, que duraria 430 anos” e que seria substituído pelo “pacto da Lei de Moisés”, após a saída dos israelitas do Egito (Atos 7:1-5 e Gálatas 3:16,17).

Também fora dito a Abrão que os seus descendentes “sofreriam tribulações” em terras que não seriam suas, “por quatrocentos anos” e que, depois, sairiam para a terra que lhes seria dada, “com muitos bens” (Gênesis 15:13,14).
Ora, a tribulação ou o SOFRIMENTO de Abrão parece ter começado quando o seu filho Isaque foi desmamado.
Nessa ocasião, Isaac teria cinco anos, o que indicaria o ano de 1913 AEC.

Alguns críticos NÃO aceitam tal data, pois embora concordem que as mães antigas aleitavam os seus filhos muito mais tempo do que agora, acham que é um exagero Isaac ter sido amamentado por cinco anos.
Mas essa duração vai ao encontro do problema, pois aquela caçoada (ou deboche) poderia ter acontecido, porque aquele desmame estava prolongado.
Se estivesse num tempo normal, possivelmente não teria havido gozação, por parte do seu meio-irmão. Essa tribulação marcou muito, pois Abrão foi obrigado a despedir a sua serva e concubina Agar, juntamente com seu outro filho, ISMAEL (Atos 7:6 e Gênesis 21:8-14).

Assim, tanto a PARTIDA de Abrão de Harã, para ser residente em terras que não seriam suas, como o início do seu sofrimento, no desmame de Isaac, marcam o começo dos anos que os seus descendentes viveriam fora de casa, que terminariam no ÊXODO (ou na fuga do Egito).

De 1943 AEC, na partida de Harã, até o êxodo, se passariam 430 anos;
De 1913 AEC, na expulsão de Agar e de Ismael, até o êxodo, se passariam 400 anos.

Portanto, os “430 anos” NÃO foram vividos, apenas, no Egito.
Tanto que algumas traduções bíblicas dizem que a “morada dos filhos de Israel”, nesse período, fora “em Canaã e no Egito”.

Naturalmente, os “filhos de Israel (ou de Jacó)” foram os filhos de Abraão, ou a sua descendência, a partir dele próprio.
Quando Deus Lhe ordenou que "saísse de Harã", os filhos de Abrão que formariam a nação de Israel (Isaque, Jacó e seus doze filhos), demorariam um pouco para nascer.
Por isso a Bíblia diz que eles ainda estavam "no seu lombo (ou nos seus rins)".

Isso fica claro em Hebreus 7:9,10, onde se diz que, ao pagar dízimos ao sacerdote Melquisedeque, Abrão o teria feito para toda a sua descendência, incluindo a futura família sacerdotal de LEVI, que nem sequer havia nascido e que ainda estava “nos seus rins”.
E o arranjo sacerdotal de Israel, determinando a tribo de Levi para Sacerdotes, só começou, na prática, logo depois do Êxodo, ou seja, somente começaria centenas de anos depois de Abraão. Portanto, os atos que Abrão fazia eram considerados, também, como tendo sido feitos por TODOS os seus descendentes (quem pagou o “dízimo” foi Abraão, MAS foi como se TODOS os seus descendentes futuros o tivessem pago também).
Assim, se Abrão começara a sua peregrinação em 1943 AEC, por Canaã e pelo Egito, era como se TODOS eles tivessem feito tal peregrinação e o tempo da morada deles, no Egito, já estava sendo contado há muito tempo, desde os dias de Abrão.

Na realidade, a Bíblia mostra que a ENTRADA de Jacó no Egito deu-se em 1728 AEC ou 215 anos depois que Abrão saiu de Harã (1943 menos 215).
Mesmo porque de Harã até Isaque, passaram-se 25 anos; de Isaac até Jacó, mais 60 e até Jacó entrar no Egito, passaram-se mais 130. Daí, os 215 anos (25 + 60 + 130).
Com isso, vê-se que a estada dos israelitas no Egito durou, apenas, outros 215 anos, da entrada de Jacó até o ÊXODO.
Embora não concordem com esse tempo que ficaram no Egito nem com o ANO em que fugiram de lá (1513 AEC), esse modo bíblico de datação é o mais confiável e se harmoniza com todas as outras datas.

Primeiro templo:

 
Desenho do Templo construído por Salomão

Do Êxodo até o INÍCIO da construção do primeiro Templo, pelo Rei Salomão, passaram-se 479 (quatrocentos e setenta e nove) anos e um pouco, pois a Bíblia diz que isso aconteceu no “480° ano” após a saída do Egito (1 Reis 6:1).
Por terem saído do Egito em 1513 AEC, a construção do Templo começou em 1034 AEC,
pois se a saída se deu no "480º ano", isso quer dizer que, quando saíram, haviam se passado 479 anos e um pouco, pois já estavam no "480º ano". Por isso que o cálculo seria 1513 menos 479 (ou 1513 - 479 = 1034). 
Como o INÍCIO da construção se deu no “quarto ano do seu reinado”, como o texto disse também, Salomão começara a reinar 3 (três) anos e um pouco atrás, ou em 1037 AEC.

Se Salomão começou em 1037, o seu pai, Davi, começara há 40 (quarenta) anos, em 1077, e o Rei Saul começara 40 (quarenta) anos antes de Davi, ou em 1117 AEC (2 Samuel 5,4 e Atos 13,21 – TEB).
Por aí, se vê que o período dos JUÍZES, que governaram Israel até o primeiro rei, Saul, foi de Josué até 1117 AEC.
Se Salomão começara em 1037, seu filho Roboão começou 40 (quarenta) anos depois, em 997 AEC.
  
Com a posse de Roboão, nesse ano, o país foi dividido no reino de Judá, ao sul, e no reino de Israel, ao norte. O reino de Israel (ou das dez tribos) foi destruído pela Assíria, por volta dos anos 735 AEC e o reino de Judá, dos reis davídicos, foi destruído por Nabucodonosor II, rei da Babilônia, por volta dos anos 600 AEC.

Depois da DESTRUIÇÃO do reino de Judá, onde ficavam Jerusalém e seu Templo, os judeus foram levados como prisioneiros para Babilônia e só voltariam para Israel, QUANDO Babilônia deixasse de ser "a potência dominante".

Babilônia CAIU em 539 a.C., quando o rei Ciro, o Persa, a derrotou.
Algum tempo depois, o rei Ciro AUTORIZOU o retorno dos judeus a Israel.

Após retornarem, os judeus sabiam (pelas Escrituras) que, no devido tempo, Deus lhes mandaria OUTRO "filho de Davi" que, conforme pensavam, lhes "restauraria o reino para Israel".(Atos 1:6). Pensavam que o reino de Judá seria RESTAURADO e que viveriam novamente com a glória que tiveram nos dias de Salomão, que foi o PRIMEIRO rei "filho de Davi",
No reino de Salomão, todos viviam com fartura e harmonia (1 Reis 4:25).

Desde então, passaram a aguardar a VINDA do "Messias" (ou do Cristo), pois pensavam que, com a vinda dele, o REINO lhes seria restaurado e teriam novamente a glória dos dias de Salomão.

As "datas" da destruição de Jerusalém e de seu Templo (pelos babilônios), do ANO em que Cristo NASCEU e de quando começaram "as sessenta e nove semanas" (de anos), que levariam à chegada de Jesus e que foram previstas por Daniel, são controversas.
NÃO há consenso entre os "críticos" e a Bíblia.




Para mais detalhes sobre a DATA da destruição de Jerusalém e de seu Templo, veja "
Ano 587 ou 607" e para o ANO em que Cristo nasceu, veja "NASCIMENTO de Jesus" e para a contagem das "sessenta e nove semanas" (de anos) que levariam ao Cristo, veja "Daniel escreveu".


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Crédito do Desenho: Postagens da Internet


quinta-feira, 5 de novembro de 2015

ÊXODO pela Arábia - Monte Sinai verdadeiro.





Segundo a Bíblia, exatamente no limite previsto por Deus (Gênesis 15:13-16), a nação de Israel, sob a liderança de Moisés, fugiu do Egito com muitos bens, no ano de 1513 AEC (para comprovar essa "data", veja o "post" Cronologia). 
Uma "curiosidade": juntando-se o "capítulo" e o primeiro "versículo" dessa citação de Gênesis, dá "1513".
Deus falava para Abrão que seus descendentes serviriam a um povo (que se revelaria no Egito), mas que, depois, ficariam LIVRES e "sairiam de lá com muitos bens". 
Talvez seja apenas uma coincidência, mas os judeus fugiram do Egito em 1513 a.C.

MAS, nessa fuga, eles atravessaram o Mar Vermelho, de um modo milagroso. 
Por meio de Moisés, Deus, cujo nome é representado pelas quatro letras JHVH, ou YHWH (Êxodo 3:14,15), fez com que as águas formassem como que “duas paredes, deixando um corredor seco no meio”, pelo qual puderam fugir  e por onde os egípcios os perseguiram. (Êxodo 14)
Depois que os judeus atravessaram, Moisés fez um gesto e o mar voltou ao normal, desfazendo o "corredor" e AFOGANDO aqueles egípcios.

Desenho da travessia do Mar Vermelho

Atravessaram pelo Mar Vermelho. 
Mas pelo Golfo de Suez ou pelo Golfo de Ácaba?

A cada tempo, surgem novas hipóteses. Uma que tem ganhado certo destaque, de fins do século 20 para cá, é a de Ron E. Wyatt, arqueólogo amador norte-americano.
De 1978 a 1984, ele também andou pesquisando a "rota do Êxodo". Faleceu em 1999.
Contudo, nas muitas fotos e anotações, que deixou a respeito, reuniu algumas evidências que poderiam ALTERAR o local da travessia e a localização do monte Sinai.

Embora esses dois lugares nunca tivessem sido confirmados pela arqueologia, muitos acreditavam e ainda acreditam que os israelitas fugiram pelas proximidades do atual Golfo de Suez e que, depois, receberam os Dez Mandamentos na península egípcia do Sinai, onde hoje existe o Mosteiro de Santa Catarina.

Mosteiro de Santa Catarina, acima, na Península do Sinai, no Egito, onde ACHAVAM que era o Monte Sinai (seta abaixo)


Em AZUL, o Mosteiro de Santa Catarina, em VERDE, a praia de Nuweiba e em AMARELO, o Monte Sinai na Arábia

Monte Sinai verdadeiro, na Arábia Saudita

Embora nem todos concordem com as pesquisas de Ron, porque ele misturava, às vezes, arqueologia com orações e visões de sua crença religiosa, alguns de seus dados parecem merecer CRÉDITO.

# Por exemplo, ele descobriu duas COLUNAS, no estilo ou no formato fenício, que continham “inscrições feitas em hebraico antigo”, com dados que poderiam ser do Êxodo. Elas foram fotografadas.
Uma, com a inscrição ilegível, ficava do lado egípcio, na praia de Nuweiba.
Outra, com a mesma inscrição, mas bem legível, ficava defronte, na Arábia Saudita.

A inscrição dizia: “Egito – Salomão – Edom – morte – Faraó – Moisés – JHVH”.

Coluna do Egito


Coluna da Arábia, que depois foi retirada

Em Êxodo 15:1-21, diz que, quando saíram do Mar, fizeram uma “comemoração”. Outras partes mostram que diante de acontecimentos importantes, em que Deus estava presente, os israelitas MARCAVAM tais locais. Essa coluna poderia ser, então, o marco daquela comemoração ou o marco do lugar de onde tinham saído.
Mais tarde, a que estava na Arábia foi retirada.
Deixaram, no seu lugar, um outro marcador (marca-bandeira), também fotografado.


Aviso (marca-bandeira) onde retiraram a coluna

# De 1978 para cá, defronte dessas colunas, numa profundidade de até 60 metros do mar, foram ENCONTRADOS outros detalhes, como um “osso fêmur” e algumas “costelas humanas”.
Mas o que mais chamou a atenção foram algumas RODAS de carruagens egípcias, revestidas com os corais.
Rodas de vários tipos: com quatro, seis e oito raios.
Algumas delas, “folheadas a prata e a ouro” (talvez fossem as dos oficiais ou as do Faraó). “As de oito raios foram usadas na Dinastia 18” (anos 1500 AEC). A Bíblia diz que Faraó usou “todos os seus carros” (Êxodo 14:7).


Osso fêmur humano


Costelas humanas mineralizadas


Acima, roda "folheada a ouro e/ou prata", onde os corais NÃO se agregam





Rodas tomadas pelos corais


Carro egípcio do tempo do Êxodo

Roda de seis raios achada no fundo do mar
  
O fundo dessa faixa de mar, entre as colunas, “se parece com um caminho plano, sem obstáculos” e atinge uma profundidade total de 110 metros (que seria mais do que suficiente para ter afogado os egípcios). 
Sob as águas, foram encontradas pedras alinhadas nos dois lados, como se fossem o “limite de um caminho”.


Caminho plano e limpo, sob as águas

Existe como uma PONTE submersa no centro, por onde atravessaram. À direita e à esquerda dela, o Mar é bem mais profundo

De Nuweiba até a Arábia, são 18 quilômetros

# A praia desse local egípcio (Nuweiba), segundo os especialistas, é a ÚNICA que poderia ter abrigado aqueles israelitas, naquela região do Mar Vermelho, pois o número deles era muito grande (mais de dois milhões de pessoas, entre homens, mulheres e crianças). 
Digno de nota é que, por detrás dela, só existem altos montes.
Quem passasse por aquele caminho, vindo do Norte, quando chegasse a Nuweiba, ficaria ENCURRALADO.


Praia de Nuweiba, no Egito

Vista de cima - Caminho branco para a praia


Chegada à Nuweiba - Atrás, os egípcios; aos lados os Montes e na frente o Mar

Na frente, só teria o mar. Atrás, os egípcios e, dos lados, só teriam os montes. 
A situação ficaria idêntica à que a Bíblia mostra, mas os nomes dos locais, onde ficaram encurralados, são diferentes. Não são os mesmos que se vêem na atualidade (Êxodo 14:2,3). Todavia, como visto, os lugares certos não foram confirmados até hoje, pela história.
Naquela época, portanto, poderiam ser conhecidos por outros nomes, como será visto mais adiante.

# Um mapa antigo aponta que Jetro, ou o SOGRO de Moisés, morava na região da atual Al Bad, na Arábia.



# Em Horebe, encontrou uma rocha partida, que poderia ser aquela por onde “teria saído água das pedras” como no episódio “Massá e Meribá” (Êxodo 17:6).
Ele teria achado, também, alguns poços, no acampamento. Poderiam ser parte daqueles que “recebiam e guardavam a água que descia do monte para o povo” (Deuteronômio 9:21 – Êxodo 19:23).
Teria achado, ainda, certos arranjos de pedras, que poderiam ser “aquelas das doze colunas” feitas (Êxodo 24:4). 
Diz que algumas pedras foram retiradas pelos árabes e levadas para uma Mesquita da cidade de Hagl.
De qualquer forma, numa foto tirada, mostra alguns “arranjos antigos de pedras” que foram organizados por seres humanos, sem dúvida. Isso mostraria que, naquele ermo, em algum tempo anterior, pessoas teriam passado ou vivido por lá.


Meribá? As beiradas estão lisas, como se fossem lavadas pelas águas




Altar de pedras. Seria "JHVH Nissi"? (Êxodo 17:15)


Arranjo de pedras feito por pessoas


Restos das 12 colunas

Foram achados vários poços feitos (seta "well")

# Mas o mais importante foi a descoberta de que o topo do Monte Horebe estava QUEIMADO.

A Bíblia fala que, quando foram dados os Dez Mandamentos a Moisés, devido à presença de Deus, o “... monte estava todo envolto em fumaça... a glória de Deus aparecia como um FOGO devorador... a montanha estava em chamas...” (Êxodo 19:18-20 – 24:17, Deuteronômio 4:11).
Exploradores que viram essas pedras, que formam o topo do monte, disseram que elas estavam mesmo QUEIMADAS. Quando as quebraram, viram que estavam “queimadas só por fora”.
Não eram daquelas pedras escuras por natureza (por dentro e por fora).
Apesar de estarem enegrecidas externamente, por dentro continuavam claras.
Parecia que tinham passado, mesmo, por um fogo abrasador.


Monte Sinai (de pedras claras) MAS com o cume QUEIMADO

Monte Sinai ao fundo

Ron também achou uma CAVERNA, que poderia ter sido aquela na qual o profeta Elias se escondeu em Horebe, quando fugira da rainha Jezabel (1 Reis 19:8,9).
Note que há uma ÁRVORE crescendo entre as pedras, no alto da caverna, e que as pedras se parecem com as TÁBUAS em que foram escritos os "Dez Mandamentos".
Dizem que Maomé, que ditou o Alcorão, visitou o Monte Sinai, nos anos 600 d.C., e falou sobre a ÁRVORE, que cresce entre as pedras no topo.


 Pedras defronte do Monte Sinai. Seta mostra a "árvore" e o retângulo mostra a possível "caverna de Elias" 


Foi achado com certeza, também, um lugar onde poderiam ter feito o “altar do bezerro de ouro” (Êxodo 32:5,19). Acharam umas rochas com a inscrição de uns bezerros (ou bois), em estilo egípcio. 
Na Arábia toda, somente lá encontraram esse tipo de figura. Inclusive o governo Saudita, percebendo o seu valor arqueológico, o CERCOU e colocou guardas no local.


Desenhos de bois, estilo egípcio (talvez tenha relação com o "bezerro de ouro")

Os árabes CERCARAM o local das inscrições, como patrimônio arqueológico

Associação dos fatos.

Com os dados de Nuweiba e da Arábia, Ron fez algumas associações:  Se Nuweiba fica por perto de Midiã, na Arábia, quando Moisés fugiu do Egito na primeira vez, antes do Êxodo, ele teria passado por lá, pois viveu quarenta anos em Midiã, que era a terra do seu sogro Jetro (Êxodo 2:15,21). Num dia, quando conduzia os seus rebanhos, “chegou ao monte do verdadeiro Deus, (ou chegou) a Horebe”, conforme diz Êxodo 3:1.

Êxodo 3:11,12 mostra Deus avisando Moisés que o usaria para tirar os judeus da escravidão. Avisa-o, também, que “... DEPOIS de teres feito o povo sair do Egito, servireis o verdadeiro Deus neste monte” (ou no Horebe, onde conduzia os seus rebanhos). Se Moisés morava com o seu sogro, em Midiã, na certa estaria “conduzindo os seus rebanhos” por perto de onde ele e Jetro residiam. SE Jetro morou, mesmo, na região da atual Al Bad, na Arábia, ele morou defronte de Nuweiba, ou um pouco mais ao sul.
Seria apenas natural, portanto, que, “depois de ter feito o povo sair do Egito”, VOLTASSE para aquela região, que conhecia muito bem, mesmo porque a sua adoração a Deus teria de ser feita por ali, onde ficava o monte Horebe. Portanto, o Monte Horebe, onde teria conduzido os seus rebanhos, ficaria em Midiã, na Arábia, e não na península do Sinai, no Egito.

“Por coincidência”, em Gálatas 4:25, o apóstolo Paulo fala a mesma coisa.
Ele diz que “... o monte Sinai (ou Horebe ou o monte do verdadeiro Deus) fica na Arábia”.
Com o tempo, talvez por causa de suas interpretações religiosas, teriam “mudado a localização do monte” e hoje, por causa da renda gerada pelo TURISMO na região, conservem a localização dele por lá.

Embora digam que a “Arábia” citada por Paulo fosse a península do Sinai, pois "os romanos a chamavam assim", tudo leva a crer que ele se referiu à ARÁBIA mesmo, pois no mesmo livro ele já a havia citado (Gálatas 1:17). Ele disse que, “partiu para a Arábia, (e que) depois voltou para Damasco”.
Talvez essa visita de Paulo, na Arábia, fosse uma visita ao Monte Sinai.

Naquele tempo, NÃO existia nada no local onde hoje existe o Mosteiro de Santa Catarina.
“Arábia” era mais ao leste.
Os romanos só a conquistaram com o Imperador Trajano, entre os anos 98-117 EC, muitos anos depois de Paulo. Trajano dividiu a região em três partes (Arábia Pétrea, Arábia Desértica e Arábia Feliz).
Mas Paulo tinha escrito bem antes.
Portanto, quando disse “Arábia”, provavelmente não quis dizer a região do Mosteiro, mas quis dizer, mesmo, essa região que Trajano conquistaria vários anos depois e, que, antes de ser conquistada pelos romanos, já era conhecida pelo nome de "Arábia", como Paulo escreveu.

Alterações de nomes antigos

Quanto à mudança de alguns nomes antigos, qualquer um de nós pode perceber, em outras passagens bíblicas, que isso realmente ocorreu, naquela região.

Por exemplo, Êxodo 17:8-13 mostra que quando estavam acampados em Refidim, travaram um combate com AMALEQUE (ou com descendentes de Esaú ou Edom).
Por quê? Porque acamparam na região em que eles viviam.
Aquelas eram as terras de Edom.
Em 1 Reis 11:14-18 mostra que, mais de quatrocentos anos depois, o Rei Davi também voltou por lá e destruiu muitos deles novamente (Gênesis 17:16), mas que Hadade e outros poucos edomitas conseguiram escapar. Quando Hadade escapou, tinha saído de Edom e chegado a Parã. Daí, ele e os outros foram para o Egito.
Mas quando saíram de Edom, a Bíblia diz que “... levantaram-se de Midiã”.
Parece claro, portanto, que aquela região era conhecida, também, por Midiã e que era um caminho que levava ao Egito. E que, antes de se chamar Edom e Midiã, era conhecida por Seir (Gênesis 36:8,9).
Fica evidente que os nomes geográficos mudaram com o decorrer dos séculos.

A versão TEB da Bíblia, em 1 Reis 9:26, mostra que “O Rei Salomão construiu uma frota em Esion-guéber, que fica perto de Eilat, na praia do mar dos Juncos, na terra de Edom.”
A versão TNM fala “... Eziom-Géber, que está junto a Elote, à beira do Mar Vermelho...” e a versão Almeida, de 1966, fala “... Esiom-Geber, que está junto a Elote, na praia do mar de Sufe...”.
Por um mapa atual, vê-se que Elote (ou Eilat) fica na “beirada curva” do Golfo de Acaba, na antiga região de Edom, ao sul do lago de sal, que é conhecido como Mar Morto.
Porém, o único mar verdadeiro que existe por ali é o Golfo de Acaba, um braço do Mar Vermelho!

No entanto, o original bíblico mostra as palavras hebraicas “yam-suf”.
Sabemos que isso significa “mar dos juncos”, como a TEB traduziu.
Tanto assim, que a versão Almeida nem as traduziu completamente. Traduziu apenas a primeira palavra, deixando-as como “mar de Sufe”.
Tais detalhes mostram que alguns nomes antigos MUDARAM (ou foram atualizados), sem dúvidas.
O mar dos juncos, das canas ou o “mar de Sufe”, nos dias de hoje, nada mais é do que o próprio Mar Vermelho, junto a Elote (ou Eilat), no Golfo de Acaba!

Ele já era conhecido com o nome que tem hoje, pelo menos, do tempo dos apóstolos para cá, pois o evangelista Lucas, que PESQUISAVA tudo o que escrevia, disse que o Êxodo se deu pelo Mar Vermelho.
O escritor de Hebreus, que conhecia a fundo o Antigo Testamento, disse a mesma coisa (Atos 7:36 e Hebreus 11:29). Em grego, nenhum deles escreveu “mar dos juncos”.
Para defini-lo, usaram uma palavra que não deixa margem para nenhuma dúvida, pois só pode ser traduzida por “Mar Vermelho”.

Assim como, no Novo Testamento, ATUALIZARAM o nome antigo daquele mar, teriam atualizado, também, o nome do “monte do verdadeiro Deus”.
Nos escritos hebraicos, chamaram-no de Horebe.
Nos escritos gregos, chamaram-no de Sinai.
Mas a sua LOCALIZAÇÃO sempre teria sido na Arábia, pois no mesmo capítulo sete de Atos, onde Lucas escreveu “Mar Vermelho”, escreveu também “Sinai”.
Portanto, traduziu o nome tanto do mar como do monte.
É evidente que, embora os nomes fossem "traduzidos ou atualizados", o LOCAL continuaria o mesmo.
Nem o monte nem o mar poderiam sair de um lugar e ir para o outro.
Nessa parte, Lucas mostrava o discurso de Estevão, onde dizia que Moisés tinha fugido para Madiã e que, por lá, quando conduzia os seus rebanhos, lhe apareceu o anjo de Deus, no monte Sinai (Atos 7:29,30).

Ora, ele estava recapitulando o que havia ocorrido com Moisés. Aquela história os judeus já conheciam, pois havia se passado há muito tempo, conforme constava em Êxodo 3:1,2,12.
Lucas apenas TROCOU (ou atualizou) os nomes daqueles lugares.
Onde aparecia Midiã no Antigo Testamento, em hebraico, apareceu Madiã no Novo Testamento, em grego. Do mesmo modo, onde aparecia Horebe, apareceu Sinai.
Como já visto, em Gálatas 4:25, o apóstolo Paulo fala claramente que o “o monte Sinai fica na Arábia”. Portanto, já na época dos apóstolos, muitos nomes haviam sido atualizados.
A confusão da localização do monte teria sido feita bem depois.

De forma que esses detalhes, mostrados pela Bíblia, mesmo sem os achados de Ron Wyatt, parecem definir o local da travessia pelo mar.
Teriam atravessado pelo atual Golfo de Acaba e, depois de atravessá-lo, teriam acampado defronte, na Arábia (um pouco mais para o sul do local a que chegaram, se localiza o antigo Horebe, atual Monte Sinai).
Contudo, se os tais achados forem reais, quando juntados ao que a Bíblia fala, as dúvidas ficariam eliminadas de uma vez.

Monte Horebe, na Arábia

Assim, embora exista o monte que chamam de Jebel Musa (ou Monte de Moisés), na península do Sinai, no Egito, onde fica o mosteiro de Santa Catarina, parece ficar claro que a localização do “monte de Deus” é outra.



Mesmo porque, segundo alguns especialistas, o local atual desse mosteiro seria pequeno para abrigar TODOS aqueles israelitas.  Além disso, no seu entorno não se encontram todas as características que o acampamento dos judeus tinha. Talvez precisassem de um vale maior e de outros detalhes particulares, que lhes permitissem viver por ali, pelo período de dois anos.

Já o monte Horebe, da Arábia, fica numa região montanhosa conhecida como Wadi Hurab (ou Vale Horebe). Até hoje os árabes a chamam assim. Nesse local existem alguns montes, conhecidos por Jebel El Lawz.
Entre esses, por lá existe um que os beduínos chamam, também, de Jebel Musa (ou, como dizem, "a Montanha de Moisés").
Tem um vale maior e, no geral, parece mostrar aqueles outros detalhes que integravam o acampamento.
Os que vivem por lá, atuais sauditas, sempre associaram e ainda associam essa região com Moisés.
Talvez não a associem em vão, considerando que alguns detalhes parecem se encaixar, mesmo, com aqueles acontecimentos vividos por ele.


Foto do acampamento judeu: A = Casa da guarda árabe; B = Altar do bezerro de ouro ; C = As doze colunas; D = Altar de pedras; E = Barreira de poços;


Desenho do acampamento judeu na Arábia

Em 1988, Bob Cornuke, outro pesquisador, também esteve por aquelas bandas. Ele descobriu a “landbridge” (ou “ponte de terra”) no estreito de Tiran, no Golfo de Acaba. Contudo, esse local logo foi descartado como o ponto de travessia, pois, segundo os especialistas, “teria sido muito raso”. Não teria conseguido, por isso, “afogar todos aqueles egípcios que haviam perseguido os judeus”. 
Mas ele descobriu, também, um OÁSIS, que poderia ser o de Elim, aquele que “tinha 12 fontes e 70 palmeiras”, como diz Êxodo 15:27 e uma “fonte de águas amargas”, como a citada em Êxodo 15:23. Relatou, ainda, que arqueólogos sauditas lhe disseram que haviam descoberto “escritos sobre a passagem de Moisés por lá. Disseram ter descoberto, também, a SEPULTURA da esposa (Zípora) e do sogro dele (Jetro)”.
Mas essa informação não foi confirmada.

Independente dessa informação não confirmada, outros detalhes parecem se encaixar.
Não é à toa que já falaram a respeito: “... de todos os achados, três são incontestáveis: as colunas do Egito e da Arábia (uma defronte de outra), as rodas dos carros egípcios no fundo do mar e o alto do monte Horebe queimado”. Na realidade, são incontestáveis mesmo.

Gostemos ou não dos métodos dele, SE as colunas do Egito e da Arábia foram encontradas, as inscrições delas, em hebraico antigo, se encaixam perfeitamente.
Tanto quando se referem ao local (Golfo de Acaba, no Mar Vermelho e na antiga região de Edom e de Midiã) ou quando se referem aos fatos que aconteceram por lá (construções ou colunas de Salomão, Moisés, Faraó, Egito, morte, JHVH).

Parte do que foi achado no fundo daquela faixa de mar, defronte da praia de Nuweiba, principalmente as RODAS, costelas, etc., parecem se encaixar, também, com os restos dos egípcios afogados.
E se o alto do Monte Horebe (ou Sinai) estiver, realmente, com suas rochas QUEIMADAS externamente, as evidências se encaixariam novamente.

Nesse caso, diferentemente do que se pensava, os judeus NÃO teriam fugido pelo atual Golfo de Suez.
Teriam atravessado o Mar Vermelho, sem dúvidas, mas o teriam feito pela praia de Nuweiba, no Egito e esse lugar fica no atual Golfo de Acaba.
Depois de atravessá-lo, fizeram uma “comemoração” e deixaram uma marca no local. Mais tarde, Salomão teria feito duas COLUNAS. Uma defronte de outra.
Uma no lugar de onde saíram e outra aonde chegaram.
A partir do ponto de chegada, foram mais para o sul, na região de Midiã, onde ficaram acampados, receberam os Dez Mandamentos e viveram por dois anos, no vale do antigo Horebe, atual Monte Sinai, na Arábia.

No deserto. Maná e codornizes

Mas, tendo fugido por um ou por outro local, a nação inteira de Israel saiu naquela época. Fazendo-se a PROGRESSÃO das cerca de “setenta pessoas”, que entraram no Egito com Jacó, durante os 215 anos que lá ficaram, até 1513 AEC, quando saíram, verifica-se que o grande número dos que fugiram era perfeitamente possível.

Além disso, muitos daqueles não eram israelitas.  Os críticos parecem não entender a diferença que a Bíblia faz, entre "aqueles que saíram e os naturais da terra". Aproveitam para dizer que "... se a Bíblia fala em outros naturais, era porque, no local para onde fugiram, já existia outra gente (ou outros judeus) morando e os que saíram do Egito moraram juntos com eles." Com essa afirmação, querem dizer que a povoação de Canaã ou "a tomada da terra" foi feita em levas (ou aos poucos). Assim, teriam saído em grupos menores do Egito e NÃO de uma vez só, como a Bíblia fala. Mais uma vez, apenas não querem dar crédito ao que as Escrituras dizem.

Mesmo porque, depois que saíram, passaram 40 (quarenta) anos no deserto. Portanto, os que tivessem nascido nesse período, em relação aos outros que tinham fugido do Egito, israelita ou não, seriam naturais daquela nova terra ou “naturais” do DESERTO. De qualquer forma, mesmo que não fosse exatamente assim, esse detalhe pode parecer problema para os críticos de hoje, porém, para as pessoas daquela época, não o era. Quem ouvisse falar ou lesse a respeito desse assunto saberia exatamente o que o escritor quis transmitir. (WK fls. 156)

Quando no deserto, alimentaram-se do “MANÁ”. 
Nesse caso, também procuram diminuir o feito, mostrando que ainda hoje ocorre algo parecido por lá, de modo natural, “sem milagre algum”. 
Realmente, “graças à picada de um inseto chamado cochonilha, a planta tamargueira secreta (ou deixa escorrer) uma espécie de ‘resina branca’, com sabor de mel.” 
Só que isso não ocorre o ano todo, pois essa ocorrência depende do clima para se realizar. E quando amanhece, se ficar exposta, essa resina “é atacada por formigas, que a comem.” Ademais, pode-se guardá-la, que ela se conserva. (WK fls. 120-122)

Já o MANÁ bíblico é bem diferente.

Ele não dependia do clima, pois aparecia o ano todo. 
Embora fosse “branco, com sabor de mel”, não se podia guardá-lo. 
Se o guardasse, exceto no sábado, era atacado por VERMES, não por formigas. (Êxodo 16:15-31).
Também no deserto, por reclamarem carne, Deus mandou-lhes “um bando de codornizes”. Dizem novamente que não houve milagre nisso, pois as codornizes são aves migratórias que, na sua época, sempre passam por lá, até os dias de hoje. (WK fls. 120)

Isso também acontece, realmente. Todavia, o relato do que ocorreu naquela ocasião diz claramente que aquele não tinha sido um bando normal, tendo em vista que, depois de abatidas, as aves formaram “montes de cerca de um metro de altura, numa área enorme”, o que não se dá nos dias de hoje. Assim, não foi uma migração normal, mas algo totalmente DIFERENTE (Números 11:18-21,31). Contudo, os críticos que não querem aceitar a intervenção de Deus, nesse e em outros acontecimentos, procuram mostrá-los sob o ponto de vista humano, apenas.

Por exemplo, encaram de modo normal o caso do “arbusto ardente” e da “água saída das rochas”, etc., pois dizem, como já visto, que “ainda hoje tais coisas ocorrem por lá”. Entretanto, se aquelas ocorrências foram consideradas anormais ou milagrosas, são bem DIFERENTES das que existem atualmente, conforme visto no caso do “maná”.

A divisão das águas também foi repetida em laboratório, por cientistas japoneses, em 1994 da Era Comum. Descobriram que “aplicando um forte campo magnético nas águas marinhas, elas se dividem e formam um corredor seco no meio”. Todavia, não adianta se saber disso, quando não se têm os meios de fazê-lo, em escala anormal, como foi feito daquela vez.

Sabe-se que o planeta tem um forte campo magnético, mas quem poderia usá-lo, como foi usado naquela ocasião? HOMEM nenhum poderia fazê-lo, pelo menos até agora. 
Na realidade, a Bíblia mostra que, naquela fuga, "... o mar retrocedeu por um forte VENTO oriental, durante toda a noite" (Êxodo 14:21).

Entretanto, apesar de ter sido um acontecimento grandioso, fora da Bíblia NÃO se fala nele, nem mesmo no Egito. Isso não deveria causar estranheza, porém, considerando que os egípcios, como as demais nações, costumavam relatar, apenas, as vitórias.
E o Êxodo foi uma enorme derrota, tanto para a nação como para os seus deuses.
Nessa condição, nunca seria relatado.

Críticos não aceitam

Porém, ainda que achassem REGISTROS que ninguém pudesse duvidar, os críticos procurariam deturpá-los. Dificilmente os aceitariam como legítimos, pois consideram tal fuga como "apenas uma lenda" e a maioria deles NÃO querem aceitar a Bíblia como uma fonte histórica segura.
Para se ter uma idéia de como tais críticos agem em relação às Escrituras, basta se ver este exemplo:
Em 1820, foi achado um documento, conhecido como "papiro de Ipuwer".
Bastante tempo depois, foi decifrado por A. H. Gardiner, em 1909.
É guardado no Museu Leiden, da Holanda.
O conteúdo desse documento parece COINCIDIR com o que as Escrituras falam, a respeito das “pragas do Egito”, ocorridas no tempo do Êxodo.


Papiro Ipuwer original

A tradução de Ipuwer, COMPARANDO-O com o livro do Êxodo, pode ser vista no "site" abaixo:


Porém, os críticos o usam de uma maneira ambígua e conveniente para eles.
Se o consideram como história real, datam-no dos anos 1900 AEC. Dizem que se trata de um relato feito por Ipuwer a um Faraó idoso. Por ser idoso, dizem, só poderia ser Pepi II, que viveu naquela época.

Contudo, parecem existir evidências de que o relato seria da época do Êxodo.
Nesse caso, admitindo-se que a ocorrência se deu nos anos 1500 AEC, dizem que é apenas um “conto literário ou uma oração a algum deus”.
Portanto, não seria uma história real.

Assim, SE foi um personagem histórico e relatou fatos acontecidos, dizem que viveu nos anos 1900 AEC.
Mas SE ficar comprovado que o escrito data dos anos 1500 AEC, a mesma época das pragas bíblicas, dizem que “é apenas um conto” e que, por isso, não teria nada a ver com o castigo sofrido pelos egípcios.

Na realidade, o relato de Ipuwer poderia apoiar ou não o que a Bíblia diz.
Contudo, numa análise honesta, se fosse real e concordasse com as “pragas do Egito”, teria de ser admitido. Se NÃO fosse verídico ou se não concordasse, teriam de admitir também.
O que não pode existir é essa manipulação que os críticos fazem.

Como já visto, se dizem que é real, alteram a data (para não coincidir com as pragas). Se comprovam a data, idêntica à das pragas, dizem que “o relato é ficção ou oração ou apenas um conto literário”.
De qualquer forma, embora exista tal documento, "Ipuwer" NÃO serve para comprovar as “pragas bíblicas”.

Além desse, existem alguns outros, como as FOTOS que Charles Forster fez, em 1862, na península do Sinai, anexa ao Egito. Na parte que os árabes chamam de “Wadi Mukattab” (ou Vale das Inscrições), encontrou “inscrições feitas em hebraico antigo, dando detalhes da fuga do Egito”.
Porém, pouca gente conhece tais provas. Evitam divulgá-las, pois NÃO querem que sirvam para apoiar a historicidade da Bíblia.

José no Egito. Faiyum.

A Bíblia diz que, quando os judeus saíssem do Egito, "deveriam levar os ossos de José" (Gênesis 50:25,26), que havia sido governante por lá.
Mas, para variar, os críticos dizem que ele nem existiu! Contudo, mesmo que achassem registros de sua existência, os críticos sempre dariam um jeito de “ajustar” ou de deturpar as provas existentes. Tal ajuste nem seria novidade, pois já o haviam feito com “Abrão, Ipuwer, Davi, Isaías, Daniel, Chrestus, alfabeto, etc.”.

Inclusive neste caso de José, parece que tentaram, mesmo, “ajustar as coisas”.

Faiyum, por exemplo, é um oásis no Egito.
Lá existe um curso artificial de água chamado “Bahr Yusuf” (ou Canal de José). Tem mais de 300 quilômetros, partindo de um desvio no Rio Nilo. Desde os tempos antigos até hoje, o povo de lá diz que foi mandado construir pelo José bíblico.


Retângulo mostra a localização de Fayum, onde termina o Canal.

Mas, como os árabes também têm uma tradição sobre um “José, que foi Grão-vizir do Faraó” (WK fls. 93), os críticos dizem que esses dois são pessoas diferentes. No entanto, essa afirmação de que “são pessoas diferentes”, se encaixa perfeitamente na teoria da “não existência” dele.

Ora, se existiram dois forasteiros governantes do Egito, com o nome de José, aquele Canal construído continua NÃO provando nada, pois poderia “ter sido construído pelo José da tradição árabe" (e não por aquele José que foi vendido, filho de Jacó).
Fácil, não?
Pelos dois nomes parecidos, dão um jeitinho rapidinho numa evidência concreta.
É o mesmo raciocínio que os críticos usam para o caso “Chrestus”, no qual procuram NEGAR a existência histórica de Cristo e dos primitivos cristãos (Veja o "post" Chrestus).

Procuram dizer, também, que Moisés NÃO escreveu a "Torah" (ou A Lei), como são conhecidos os cinco primeiros livros da Bíblia, que são Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio.
No entanto, nesses primeiros livros existem algumas palavras egípcias como "selo" (hotam) e "linho fino" (sash), conforme Gênesis 41:42. Além dessas, existem outras.
Os nomes Merari, Hofni e Finéias também são egípcios.
Quanto aos nomes, isso reforça mais o fato deles terem morado por lá, pois se chamavam os seus familiares assim, seria porque teriam conhecido outras pessoas com esses nomes ou porque conheceriam o significado deles. O mais interessante é que esses termos egípcios só aparecem, originalmente, nesses primeiros livros. Reforça o fato de que eles foram escritos, mesmo, por alguém que conhecia a fundo essa linguagem, o que se encaixaria em Moisés, pois "ele foi iniciado em toda a sabedoria dos egípcios" (Atos 7:22).
Mas os críticos, nas suas "investigações sérias", não consideram tais detalhes. Preferem continuar deturpando os dados históricos.

Embora Werner Keller diga, na pág. 90 do seu livro, que “Nenhuma nação do antigo Oriente nos transmitiu a própria história com tanta FIDELIDADE como o Egito”, pode-se verificar, pela História, que a honestidade não era o forte das suas inscrições e/ou de seus registros. (Veja o "post" Registros egípcios...)



Crédito das FOTOS - Êxodo segundo Ron E. Wyatt, conforme postadas pela INTERNET. Crédito dos desenhos: Internet.